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CápsulaCrítica
Cinema · Crítica

O Diabo Veste Prada mantém padrão de excelência em seu segundo filme

Tão bom quanto o primeiro.

Veredito
por Alvaro Costa//1 min de leitura
Capa do filme
1 min de leitura·

Tão bom quanto o primeiro. Não, você não leu errado! A parte II de O Diabo Veste Prada mantém o nível do longa original e nos brinda com uma sequência de tirar o fôlego, repleta de looks deslumbrantes, diálogos afiados e reflexões sobre o momento atual do jornalismo.

O fato é que bons profissionais ficam fora do mercado, e o mundo editorial acaba nas mãos de pessoas equivocadas. Nem tudo na modernidade é poético. Ela pode trazer desemprego em massa e fazer faltar algo muito importante: o toque humano. É isso que faz a diferença. O toque de Miranda é único, e uma IA, por mais incrível que seja, não dá conta. Ao lado de sua equipe, ela pensa em tudo: vestuário, locações e, sobretudo, geração de empregos. O mercado da moda, visto por muitos como fútil, movimenta uma cadeia gigantesca e impacta diretamente a vida de inúmeras pessoas. Essa camada, inclusive, me parece ainda mais evidente aqui do que no primeiro filme.

As atuações de Meryl Streep, Anne Hathaway e Stanley Tucci seguem em sintonia e continuam magistrais. O ponto-chave que permanece é a ideia de que estamos em constante evolução e de que algumas figuras, embora pareçam vilãs, não são tão ruins assim, como Miranda.

As locações estão impecáveis. A escolha da Itália como cenário, após Paris no primeiro filme, foi um acerto. O contexto italiano enriquece a experiência, especialmente para nós, amantes da história da arte e da moda. Outro ponto a favor é a trilha sonora pop, perfeita.

Preciso mencionar que me senti hipnotizado por Simone Ashley, que interpreta a assistente de Miranda. Como ela atua bem, e as roupas? Sensacionais! O longa também me parece mais inclusivo, com maior diversidade de corpos e etnias, mostrando que é possível construir um universo plural em prol de um objetivo comum.

O final me pareceu especialmente poderoso ao destacar uma peça-chave carregada de valor afetivo.

Enfim, recomendo muito.

Ps: adorei a crítica aos jovens!

 

Notas por dimensão

Veredito por dimensão

Nota final5.0 / 5.0
  • Direção
    5.0/5.0
  • Roteiro
    5.0/5.0
  • Imagem
    5.0/5.0
  • Trilha sonora
    5.0/5.0
  • Montagem
    5.0/5.0
  • Interpretação
    5.0/5.0

Notas autorais. Critério publicado em /manifesto.

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